Pepsina
PEPSINA
A pepsina é uma enzima proteolítica naturalmente presente no trato gastrointestinal humano. Ela é secretada pelas células da parede do estômago na forma de um precursor inativo, o pepsinogênio, que só se torna biologicamente ativo ao entrar em contato com o ácido clorídrico (HCl).
Por possuir condições ótimas de atividade em ambientes com pH ácido (até 3), ela desempenha seu papel principal diretamente no estômago. Sua função essencial no processo digestivo é realizar a quebra de proteínas de origem animal, como carnes, ovos e laticínios, em aminoácidos essenciais que o corpo humano não consegue sintetizar por conta própria, especificamente o triptofano e a fenilalanina.
Além da digestão direta, a pepsina atua na regulação do organismo através desses aminoácidos, que estimulam receptores sensíveis ao cálcio (CaR) acoplados à proteína G. Esse estímulo dispara a secreção de hormônios gástricos fundamentais: a gastrina, que aumenta a motilidade do estômago e a produção de ácido clorídrico , e a colecistocinina (CCK), que regula a secreção de bile e enzimas pancreáticas para a absorção de gorduras e carboidratos.
A pepsina também favorece a chamada acomodação gástrica, um fenômeno onde a CCK induz o relaxamento do fundo estomacal, mantendo a pressão intragástrica em níveis aceitáveis e reduzindo desconfortos como a saciedade precoce e o empachamento.
PERGUNTAS FREQUENTES
- Indigestão (Dispepsia): Indicada para o tratamento de sintomas recorrentes de má digestão.
- Dificuldade na Digestão de Proteínas: Especificamente voltada para quem possui dificuldade em processar proteínas de origem animal, como carnes, ovos e produtos lácteos.
- Reposição Enzimática: Utilizada quando há necessidade de suplementar as enzimas naturais do organismo.
- Desconforto Abdominal: Indicada para reduzir dores e sensações incômodas na região gástrica.
- Pacientes com Dispepsia Crônica ou Aguda: Especialmente aqueles que apresentam quadros de mau hálito, náuseas, pirose (azia) e dor epigástrica
- Quebra de Proteínas: Facilita a clivagem de proteínas em aminoácidos essenciais, como o triptofano e a fenilalanina, que o corpo não consegue produzir sozinho.
- Acomodação Gástrica: Auxilia no relaxamento do fundo estomacal após as refeições, o que mantém a pressão intragástrica em níveis aceitáveis e reduz o desconforto.
- Estímulo Hormonal Digestivo: Favorece a liberação de gastrina (que aumenta a motilidade gástrica) e de colecistocinina (CCK), essencial para a secreção de bile e enzimas pancreáticas.
- Otimização da Absorção: Melhora a absorção de gorduras, carboidratos e proteínas através da regulação da atividade enzimática e biliar.
- Redução de Sintomas Gástricos: Ajuda a diminuir a saciedade precoce, o empachamento, a eructação (arrotos) e a sensação de queimação.
- Balanço de Cálcio: Atua em receptores sensíveis ao cálcio (CaR), auxiliando no equilíbrio das concentrações desse mineral no organismo.
A pepsina atua como uma enzima proteolítica essencial, operando de forma otimizada em ambientes de pH ácido, como o do estômago. O processo se inicia com seu precursor, o pepsinogênio, que é secretado pelas células da parede estomacal e ativado somente na presença do ácido clorídrico (HCl). Uma vez ativa, sua principal função é a hidrólise de proteínas de origem animal (como carnes, ovos e laticínios), quebrando-as em aminoácidos essenciais, com destaque para o triptofano e a fenilalanina.
Além da digestão direta, a pepsina exerce um papel regulatório ao estimular receptores acoplados à proteína G sensíveis ao cálcio (CaR) através desses aminoácidos liberados. Esse estímulo resulta na liberação de hormônios gastrointestinais fundamentais: a gastrina, que aumenta a motilidade gástrica e a produção de HCl, e a colecistocinina (CCK), que regula a secreção de bile e enzimas pancreáticas para a absorção de gorduras e carboidratos. A pepsina também favorece a acomodação gástrica, pois a CCK induz o relaxamento do fundo estomacal pós-prandial, o que reduz a pressão intragástrica e otimiza o tempo necessário para a absorção de nutrientes.
Dose Recomendada: 60 mg antes das principais refeições.
O documento não lista contraindicações específicas, mas ressalta que pacientes com dispepsia de difícil manejo podem apresentar maior sensibilidade a efeitos colaterais gástricos
Não há interações medicamentosas descritas na literatura apresentada
1. A non-interventional, observational study of a fixed combination of pepsin and amino acid hydrochloride in
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2. Pepsin and Its Importance forFunctional Dyspepsia: Relic, Regulator or Remedy? Pertersen K. Dig Dis, 2017.
3.Nutritional Interventions for Gastroesophageal Reflux, Irritable Bowel Syndrome, and Hypochlorhydria: A Case
Report. Kines K, Krupczak T. Integrative Medicine, Vol. 15, No. 4, August 2016.