Ginkgo Biloba
GINKGO BILOBA
O Ginkgo biloba L. é uma espécie pertencente à família Ginkgoaceae e é reconhecida pelos botânicos como a árvore mais velha do mundo, existindo há mais de 200 milhões de anos. Considerada um verdadeiro “fóssil vivo”, esta planta é a única representante de sua família e é um ancestral direto do carvalho. Originária da China, a árvore pode atingir alturas entre 20 e 35 metros, apresentando folhas caducas com um formato característico de leque.
A espécie demonstra uma resistência extraordinária, sendo capaz de suportar poluição, bactérias, vírus, insetos e fungos. Notavelmente, foi a primeira forma de vida a se manifestar após a explosão da bomba de Hiroshima, o que comprova sua alta tolerância a radiações mutagênicas. Para fins terapêuticos e farmacológicos, a parte utilizada é a sua folha.
Sua composição química complexa inclui diterpenos (como os ginkgolídeos A, B, C, J e M), flavonoides (quercetina e kaempferol), aminoácidos, esteróis e terpenos, sendo geralmente comercializada na forma de extrato padronizado com 24% de flavonoides glicosídeos.
PERGUNTAS FREQUENTES
- Desordens cognitivas: Problemas de memória, distúrbios de atenção e dificuldade de concentração.
- Problemas circulatórios periféricos: Microvarizes, úlceras varicosas e artrite dos membros inferiores.
- Isquemias: Tratamento de isquemias tanto cerebrais quanto periféricas.
- Distúrbios sensoriais: Casos de vertigens e diminuição da capacidade auditiva.
- Processos degenerativos: Tratamento de processos vasculares degenerativos.
- Uso estético: Tratamentos estéticos e profilaxia do envelhecimento.
- Estímulo à circulação: Atua de forma abrangente na circulação arterial, venosa e capilar.
- Neuroproteção: É protetor da barreira hematoencefálica e ajuda a prevenir o edema cerebral.
- Ação Antioxidante: Combate os danos causados por radicais livres e fenômenos de oxidação.
- Prevenção de Tromboses: Diminui a hiperagregação plaquetária e a agregabilidade das hemácias
- Proteção de Tecidos: Inibe a destruição do colágeno e protege contra a lise (destruição) de eritrócitos.
- Controle da Permeabilidade: Regulariza a permeabilidade capilar, reduzindo inchaços mediados por histamina e bradicinina.
- Qualidade de Vida: Preserva por mais tempo a autonomia e a qualidade de vida do paciente.
O Ginkgo biloba exerce sua atividade farmacológica através de uma ação preventiva e curativa contra agressões endógenas e exógenas. Ele atua como um potente agente antioxidante que combate o fenômeno de oxidação causado pelos radicais livres, além de possuir propriedades anti-inflamatórias e de prevenção ao envelhecimento. No sistema circulatório, o ativo estimula o fluxo sanguíneo nas redes arterial, venosa e capilar, sendo eficaz na insuficiência vascular periférica.
Sua atuação hemodinâmica envolve a diminuição da hiperagregação plaquetária, o que auxilia no controle de processos trombóticos, e a redução da agregabilidade das hemácias, protegendo-as contra a lise. O ativo também é um protetor da barreira hematoencefálica e atua na regulação da permeabilidade capilar, inibindo a hiperpermeabilidade que é mediada por substâncias como a bradicinina e a histamina. No nível cerebral, essas ações permitem a redução de desordens de memória, tonturas e edemas, preservando a autonomia e a qualidade de vida do indivíduo. Por fim, ele protege as estruturas de suporte da pele ao inibir a destruição do colágeno.
Extrato Seco (24%): 120 a 240 mg ao dia, divididos em 2 ou 3 doses.
Pó: 600 a 900 mg ao dia, em três doses, antes das refeições.
Não há contraindicações absolutas descritas, mas deve-se observar a hipersensibilidade ao ativo.
Gestação e Amamentação: Evitar no primeiro trimestre de gravidez; durante a amamentação, usar apenas com orientação médica.
Efeitos Colaterais: Podem ocorrer distúrbios gastrointestinais, cefaleia, reações cutâneas ou queda de pressão arteria
O documento não lista interações específicas com outros fármacos
COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia, 2a ed, Cejup, 1994, pág. 229-230.
TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba, 1997.
ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013