L-METHIONINA

A L-Metionina é um aminoácido essencial sulfurado que não é produzido pelo organismo, sendo nutricionalmente indispensável e obtido via dieta ou suplementação. Considerada a principal fonte de enxofre orgânico para o corpo junto à L-Cistina, atua como um potente agente lipotrópico. Seu mecanismo de ação baseia-se na transferência de grupos metila para a produção de colina, que forma lecitina solúvel e evita o acúmulo de gordura no fígado, sendo por isso aconselhada no tratamento de esteatose hepática, hepatite e cirrose.

No metabolismo, ela se condensa com o ATP para formar a “metionina ativa” (S-Adenosil-L-Metionina), essencial para a síntese de creatina, adrenalina e colina, além de estimular a produção de glutationa, um importante antioxidante.

Sua aplicação terapêutica estende-se ao alívio de sintomas de artrite e reumatismo, auxílio na acidificação do pH urinário e prevenção de danos hepáticos em casos de envenenamento por paracetamol ou alcoolismo.

A deficiência deste aminoácido pode resultar em queda de cabelos, pele sem tônus, aterosclerose e infiltração gordurosa no fígado. Nutricionalmente, a L-Metionina é um fator limitante em proteínas como a soja e batata, sendo comum seu uso em soluções parenterais e na fortificação de alimentos.

PERGUNTAS FREQUENTES

Indicações
  • Distúrbios Hepáticos: Tratamento de esteatose hepática (fígado gorduroso), hepatites e cirrose.
  • Desintoxicação por Fármacos: Indicada especificamente para evitar danos no fígado em casos de envenenamento ou superdosagem de paracetamol.
  • Alcoolismo: Utilizada como adjuvante no tratamento de danos causados pelo consumo excessivo de álcool.
  • Doenças Reumáticas: Coadjuvante para aliviar os sintomas de artrite e reumatismo.
  • Saúde Urinária: Utilizada para auxiliar na diminuição do pH da urina.
  • Suplementação Nutricional: Recomendada em dietas onde há carência de proteínas ou em soluções de nutrição parenteral e enteral.
  • Controle da Arterosclerose: Indicada na prevenção do endurecimento das artérias relacionado à sua deficiência.
Benefícios
  • Fonte de Enxofre Orgânico: Atua como a principal fonte de enxofre para o corpo humano.
  • Ação Lipotrópica: Auxilia na produção de colina e lecitina, que ajudam a tornar as gorduras solúveis e fáceis de processar.
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  • Poder Antioxidante: Estimula a síntese de glutationa, um dos principais antioxidantes do corpo
  • Auxílio Estrutural: Contribui para a manutenção da saúde da pele e dos cabelos, prevenindo a perda de tônus e a queda.
  • Suporte Metabólico: Atua na síntese de substâncias vitais como creatina, adrenalina e colina.
  • Proteção Ocular: Pode atuar no retardamento do processo de formação de catarata.
Mecanismo de Ação

A L-Metionina atua como um aminoácido essencial sulfurado que desempenha um papel fundamental no metabolismo lipídico e na desintoxicação do organismo. Sua principal ação é lipotrópica, o que significa que ela facilita a transferência de grupos metila para a produção de colina.

A colina, por sua vez, forma a lecitina, que se associa a gorduras neutras para torná-las solúveis, prevenindo assim o acúmulo e a coesão de gordura no fígado. Além disso, a L-Metionina condensa-se com o ATP para formar a S-Adenosil-L-Metionina (metionina ativa), que fornece grupos metila essenciais para a síntese de compostos como adrenalina, creatina e colina, além de auxiliar na neutralização de toxinas. No sistema antioxidante, ela estimula a síntese de glutationa, protegendo as células contra danos oxidativos, e atua na regulação do pH urinário, promovendo sua acidificação. Em processos químicos específicos, pode formar homocisteína em meios muito ácidos ou regenerar-se através da redução de seus estados oxidados

Posologia
  • Dose Diária Recomendada: Geralmente utilizada na faixa de 200mg a 1000mg ao dia.

  • Dose Máxima: Até 3g por dia.

Contraindicação

Hipermetioninanemia: Contraindicada em casos desta doença geneticamente adquirida.

Interações Medicamentosas

O documento não lista interações medicamentosas específicas, exceto sua função como alternativa à acetilcisteína em casos de intoxicação por paracetamol.

Referências Bibliográficas

1.BATISTUZZO, J.A; ITAYA, M; ETO, Y. Formulário Médico-Farmacêutico. São Paulo:Tecnopress, 2000.
2.FERREIRA, A.O. Guia Prático da Farmácia Magistral. Juiz de Fora: Pharmabooks, 2002.
3.CHAITOW, L. The Healing Power of Amino Acids. England: Thorsons Publishers Limited, 1989.
4.Oxidative Stress and Improves Brachial Reactivity in Elderly Individuals. 2005; 18:858–863.

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