Vitamina K
VITAMINA K
A vitamina K1, tecnicamente conhecida como fitomenadiona ou fitoquina, é uma vitamina sintética de caráter lipossolúvel que exerce a mesma atividade biológica da vitamina K encontrada na natureza. Classificada como um potente anti-hemorrágico, ela atua como um co-fator essencial na carboxilação pós-transducional dos precursores dos fatores de coagulação II, VII, IX e X, participando ativamente da síntese dessas proteínas no organismo.
Por ser solúvel em gordura, sua absorção no intestino ocorre de forma rápida, desde que haja a presença de bile para o processo. Uma vez absorvida, ou quando administrada em sua forma injetável (que possui absorção acelerada), a vitamina K1 é direcionada ao fígado, onde é totalmente aproveitada sem sofrer acúmulo, sendo sua biotransformação total e completa. Devido a esse metabolismo eficiente, ela não é excretada pela urina, aparecendo em boa proporção nas fezes.
A administração em pacientes que já utilizam anticoagulantes orais requer cuidado extremo, pois pode anular o efeito do medicamento e provocar fenômenos tromboembólicos. Além disso, tratamentos prolongados em pacientes com doença hepática podem apresentar riscos de toxicidade, devendo a relação risco-benefício ser avaliada em casos de disfunção hepática ou deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.
PERGUNTAS FREQUENTES
- Distúrbios de Coagulação: Causados por deficiência de vitamina K devido ao uso de antibióticos, má absorção ou interferência de medicamentos (como anticoagulantes cumarínicos ou salicilatos).
- Hemorragias Específicas: Indicada para púrpuras, vasculites purpúricas e fragilidade capilar.
- Recém-nascidos: Utilizada na profilaxia da doença hemorrágica do recém-nascido, sendo considerada mais segura que os análogos hidrossolúveis.
- Hipoprotrombinemia: Tratamento e profilaxia de hemorragias ligadas a esta condição.
Coagulação Sanguínea: Essencial para produzir proteínas que formam coágulos, controlando sangramentos e auxiliando na cicatrização.
A fitomenadiona, também conhecida como vitamina K1 sintética, exerce a mesma atividade biológica que a vitamina K natural. Como um agente anti-hemorrágico , ela atua como um co-fator essencial na carboxilação pós-transducional dos precursores dos fatores de coagulação II, VII, IX e X, participando ativamente da síntese dessas proteínas no fígado. Por possuir um caráter lipossolúvel, sua absorção no intestino é rápida, mas depende obrigatoriamente da presença de bile para ocorrer. Caso seja utilizada a forma injetável, a absorção pelo organismo é considerada muito rápida.
Uma vez que a vitamina entra na corrente sanguínea e passa ao fígado, ela é totalmente aproveitada pelo órgão sem que ocorra acúmulo no organismo. A sua biotransformação é total e completa, o que explica por que a substância não é excretada pela urina, sendo que uma grande proporção é eliminada através das fezes. Em situações de hemorragias causadas pela deficiência desta vitamina, a ação terapêutica permite o controle do sangramento em um intervalo de 3 a 6 horas após o início da administração por via oral. Além disso, a substância tem a capacidade de atravessar a placenta e passar para o leite materno.
A dosagem varia conforme a finalidade e a formulação:
- Dose Geral: Recomenda-se inicialmente 5 a 10mg, podendo chegar a 25mg conforme a necessidade.
- Cápsulas de Vitamina K1 (5mg): Tomar de 1 a 2 cápsulas ao dia.
- Fórmula Composta (K1 10mg + Rutina 20mg + Vit C 100mg): Tomar 1 cápsula, de 2 a 3 vezes ao dia.
Fenômenos Tromboembólicos: A administração em pacientes que já estão sob tratamento com anticoagulantes orais pode provocar fenômenos tromboembólicos, pois a vitamina K1 anula o efeito desses medicamentos.
Toxicidade Hepática: O uso em tratamentos prolongados não é considerado seguro para pacientes que já possuem doença hepática, devido ao risco de toxicidade.
Uso Tópico: É estritamente proibida pela Anvisa para uso tópico ou em formulações cosméticas, sendo restrita ao uso interno.
Nenhuma substância conhecida a evitar.
P.R. Vade-mécum 2004/2005. BATISTUZZO, J.A; ITAYA, M; ETO, Y. Formulário Médico-Farmacêutico. São Paulo/SP:Tecnopress, 4a Ed. 2011.






