Taurina
TAURINA
A taurina, quimicamente denominada ácido beta-aminossulfônico, é um composto final do metabolismo dos aminoácidos sulfurados metionina e cisteína. Essencial para a absorção de gorduras, ela se conjuga com ácidos biliares de sódio e potássio para formar o ácido taurocólico na bile alcalina.
No organismo, a taurina atua como um potente estabilizador de membranas celulares e regulador do equilíbrio osmótico de água e sais dentro das células. Ela desempenha um papel crucial no sistema cardiovascular, onde apresenta propriedades antiarrítmicas, ação hipotensiva e melhora a contratilidade do músculo cardíaco, prevenindo o desenvolvimento de cardiomiopatias. No sistema nervoso central, funciona como neurotransmissor e modulador da excitabilidade neural, auxiliando na regulação do sono, no controle de tremores e na resposta cardiorrespiratória.
Além dessas funções, a taurina possui uma importante ação antioxidante e protetora, especialmente na retina, onde resguarda as células dos danos causados pela luz ultravioleta e substâncias tóxicas, prevenindo a degeneração macular e a catarata. No sistema digestivo, além de favorecer a digestão de gorduras, ela ajuda a manter a solubilidade do colesterol e pode inibir a formação de cálculos biliares.
Sua atuação se estende ainda à melhora da motilidade do esperma e à estimulação de processos metabólicos como a glicólise e a glicogênese
PERGUNTAS FREQUENTES
- Saúde Cardiovascular: Arritmias, hipertensão arterial e prevenção de cardiomiopatias.
- Saúde Ocular: Proteção da retina e prevenção de cataratas relacionadas à idade.
- Sistema Nervoso: Controle de convulsões, tremores e regulação do sono.
- Sistema Digestivo/Hepático: Síntese de sais biliares e inibição de cálculos biliares.
- Outras: Melhora da motilidade do esperma e suporte em casos de hipercolesterolemia.
- Ação Antioxidante: Protege os tecidos contra radicais livres e substâncias tóxicas.
- Proteção Retiniana: Mantém a estrutura e as funções da retina contra os efeitos danosos da luz ultravioleta.
- Hipotensivo: Auxilia na redução da pressão sanguínea.
- Metabólico: Estimula a glicólise e a glicogênese.
- Neuroproteção: Manutenção da função cerebral e termorregulação.
A taurina, ou ácido beta-aminossulfônico, atua como um composto fundamental no metabolismo humano, exercendo funções que vão desde a digestão até a estabilização celular. No sistema digestivo, ela se conjuga com sais de sódio e potássio para formar o ácido taurocólico, componente essencial da bile que permite a solubilidade do colesterol e a correta absorção de gorduras. Em nível celular, o ativo funciona como um osmorregulador, equilibrando a entrada e saída de água e sais, além de atuar como um estabilizador das membranas, garantindo a integridade de tecidos como os músculos e o coração.
No sistema cardiovascular, sua ação envolve a modulação dos canais de cálcio e a melhora da contratilidade do miocárdio, o que auxilia no controle da pressão arterial e na prevenção de doenças degenerativas do músculo cardíaco. Já no sistema nervoso central, a taurina se comporta como um neurotransmissor e modulador da excitabilidade neural, influenciando desde a regulação do sono até a resposta cardiorrespiratória e o controle de tremores. Por fim, o ativo desempenha um papel protetor vital através de suas propriedades antioxidantes, neutralizando substâncias tóxicas e protegendo estruturas sensíveis, como as células da retina, contra os danos oxidativos e a exposição à luz ultravioleta.
Suplemento Dietético: 100 mg a 600 mg ao dia.
Doenças Cardiovasculares: 1 g a 3 g ao dia.
Grupos de Risco: Indivíduos com problemas renais ou hepáticos devem utilizar o produto apenas sob orientação médica rigorosa
Sem interação medicamentosa
- CARVALHO, J. M. de et al. Perfil dos principais componentes em bebidas
energéticas: cafeína, taurina, guaraná e glucoronolactona. Revista do Instituto
Adolfo Lutz, v. 65, n. 2, p. 78-85, 2006. - DALL'AGNOL, T.; SOUZA, P. F. A, de. Efeitos fisiológicos agudos da taurina contida
em uma bebida energética em indivíduos fisicamente ativos. Rev. bras. med.
esporte, v. 15, n. 2, p. 123-126, 2009 . DENIPOTE, F. G.; PAIVA, S. A. R. de;
ZORNOFF, L. A. M. Influência da taurina na remodelação cardíaca:[revisão]. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr, v. 34, n. 1, p. 211-223, 2009. - LAMÔNICA-GARCIA, V. C. et al. Níveis plasmáticos de taurina e de seus
precursores em pacientes com câncer de esôfago. Arquivos de Gastroenterologia, p.199-203, 2008. - HAMMES, T. O. Efeito da taurina sobre a esteatose hepática induzida por
tioacetamida em Danio rerio. 2011. - KLACK, K.; BONFA, E; BORBA NETO, E. F. Diet and nutritional aspects in systemic
lupus erythematosus. Revista brasileira de reumatologia, v. 52, n. 3, p. 395-408, 2012.






