O Bitter Melon (Momordica charantia L.) atua no organismo por meio de múltiplos mecanismos farmacológicos que visam o controle da glicemia. Sua ação principal ocorre através da charantina, uma substância composta por glicosídeos esteroidais que possui estrutura e funcionalidade semelhantes à insulina. Ao ser ingerido, o ativo promove a redução dos níveis de glicose no sangue ao inibir enzimas responsáveis pela hidrólise de hidratos de carbono e a $\alpha$-glicosidase. No nível metabólico, o extrato da planta demonstra um efeito hipoglicemiante ao inibir a enzima glucose-6-fosfatase e estimular a atividade da glicose-6-fosfato desidrogenase.
Além disso, o Bitter Melon trabalha na preservação das células beta-pancreáticas e estimula a secreção natural de insulina. Ele também melhora a sensibilidade insulínica, aumentando a absorção de glicose pelas células do fígado e pelos tecidos adiposos e periféricos. Por fim, sua ação contribui para a redução de danos oxidativos e ajuda a normalizar a colesterolemia, mantendo os níveis de açúcar estáveis mesmo após curtos períodos de interrupção do uso, conforme observado em estudos experimentais.