CIMICIFUGA

A Cimicifuga (Cimicifuga racemosa L.), também conhecida cientificamente como Acteae racemosa L., é uma planta da família Ranunculaceae cujas raízes são amplamente utilizadas na medicina fitoterápica. Originária da América do Norte, seu nome popular “Black cohosh” ou “Cohosh negro” refere-se à tonalidade escura e à consistência firme de seu rizoma.

Historicamente, o termo latino Cimicifuga (derivado de cimex e fugare) indica sua antiga utilização como repelente de insetos, devido ao odor característico de suas flores. Quimicamente, seu extrato seco é padronizado em 2,5% de saponinas triterpenoides, contendo também ácidos cimicifúgicos, alcaloides, fenilpropanoides (como a isoflavona formononetina) e diversos heterosídeos.

Um diferencial importante revelado em estudos clínicos é sua ação no metabolismo ósseo: enquanto terapias hormonais convencionais inibem a reabsorção óssea, a Cimicifuga estimula a atividade dos osteoblastos, auxiliando na formação óssea e na prevenção da descalcificação.

Ela é eficaz na redução intensa de fogachos, ansiedade, depressão, cefaleia, distúrbios do sono e vertigens, além de promover uma melhora acentuada na atrofia vaginal. Relatos indicam que o uso contínuo eleva a qualidade de vida global, melhorando o bem-estar psíquico e a sexualidade.

PERGUNTAS FREQUENTES

Indicações
  • Físicos: Redução intensa de fogachos (ondas de calor), vertigens e melhora da atrofia vaginal.
  • Psicológicos: Alívio da ansiedade, depressão, irritabilidade e distúrbios do sono.
  • Qualidade de Vida: Melhora global no bem-estar psíquico, sexualidade e relação conjugal.
  • Saúde Óssea: Auxilia na prevenção da osteoporose.
Benefícios
  • Sintomas da Menopausa: Reduz fogachos (ondas de calor), suores noturnos, palpitações, ansiedade, depressão, irritabilidade, fadiga e distúrbios do sono.
  • Saúde Vaginal: Melhora a secura vaginal associada à menopausa, aumentando o conforto íntimo.
  • Equilíbrio Hormonal:  Ajuda no equilíbrio hormonal feminino, sendo uma opção para mulheres que não podem usar estrogênio.
  • Ação Anti-inflamatória: Possui propriedades anti-inflamatórias, sendo útil para dores reumáticas e artrite.
Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação da Cimicifuga é complexo e envolve múltiplas vias no organismo para aliviar os sintomas do climatério. De acordo com a literatura, o extrato etanólico desta planta atua como um agonista parcial em receptores opioides, o que fundamenta sua eficácia no controle das ondas de calor, conhecidas como fogachos. Além disso, a planta exerce efeitos centrais sobre o hipotálamo e possui componentes que agem como moduladores seletivos para receptores estrogênicos. Isso significa que ela consegue promover efeitos hormonais benéficos no tecido adiposo e na composição do epitélio vaginal, mas não apresenta atividade estrogênica sobre o útero, garantindo uma ação mais direcionada.

A eficácia do extrato também é atribuída à presença de glicosídeos triterpênicos, alcaloides e ácidos aromáticos, sendo que tanto os glicosídeos quanto suas agliconas são considerados ativos. No que diz respeito à saúde óssea, a Cimicifuga atua de forma distinta dos hormônios convencionais: enquanto os estrogênios inibem os osteoclastos (células de reabsorção), a C. racemosa estimula a atividade dos osteoblastos, promovendo a formação óssea e protegendo contra a descalcificação. Por fim, o extrato lipófilo da planta demonstra efeitos antiproliferativos e pró-apoptóticos em células específicas (como as MCF-7), sem apresentar efeitos estrogênicos nessas linhagens, o que reforça seu perfil de segurança.

Posologia

Extrato Seco (padronizado a 2,5%): 40 a 80 mg ao dia.

Contraindicação

Gravidez de risco (especialmente no primeiro trimestre), lactação e histórico de câncer de mama.

Interações Medicamentosas

Ausência de interação medicamentosa. 

Referências Bibliográficas
  1. LOPES, C. M. C. et al. Função hepática em mulheres menopausadas tratadas com
    extrato seco padronizado do rizoma e raízes de Cimicifuga racemosa L. Revista
    Brasileira de Medicina, v. 66, n. 8, p. 254-259, 2009.
  2. SILVA, A. G. et al. Avanços na elucidação dos mecanismos de ação de Cimicifuga
    racemosa (L.) Nutt. nos sintomas do climatério. Rev. Bras. Pl. Med, v. 11, p. 455-464, 2009.
  3. GUIDONI1, C; FIGUEIREDO1,  F T.; SILVA, A. G. Plantas contendo isoflavonas no tratamento da síndrome da menopausa e nos distúrbios do climatério. 3. 2007.

  4. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Memento Fitoterápico da
    Farmacopeia Brasileira - 1a edição. 2016.

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