PASSIFLORA

A Passiflora incarnata L., popularmente conhecida como flor-da-paixão ou maracujá-silvestre, é uma planta trepadeira perene da família Passifloraceae, cujas folhas são amplamente utilizadas na fitoterapia devido às suas ricas propriedades medicinais.

A sua composição química é marcada pela presença de flavonoides (como a vitexina), alcaloides e aminoácidos, que conferem à planta uma potente ação sobre o Sistema Nervoso Central. O ativo atua como um ansiolítico e sedativo natural, sendo capaz de reduzir a hiperexcitabilidade, diminuir a atividade locomotora e prolongar o tempo de sono sem causar dependência ou os efeitos de “ressaca” cognitiva comuns em medicamentos sintéticos.

Além do seu efeito calmante, a Passiflora possui propriedades antiespasmódicas que relaxam a musculatura lisa, e uma ação cardiovascular que auxilia no controlo de arritmias leves e da hipertensão arterial de origem nervosa. Estudos clínicos comprovam que a sua eficácia no tratamento da ansiedade generalizada é comparável à de fármacos como o oxazepam, com a vantagem de não prejudicar o desempenho profissional ou a atenção.

Por ser um ativo seguro e bem tolerado, é indicada para o alívio do stress, irritabilidade e insónia, servindo também como um suporte valioso no controlo da ansiedade durante processos de desintoxicação de substâncias químicas.

PERGUNTAS FREQUENTES

Indicações
  • Tratamento da ansiedade generalizada e estados de tensão nervosa.
  • Casos de irritabilidade e agitação.
  • Insónia e dificuldades em adormecer.
  • Palpitações e arritmias cardíacas de origem nervosa.
  • Hipertensão arterial leve.
  • Coadjuvante no alívio de sintomas de ansiedade em processos de desintoxicação de drogas (como opiáceos).
Benefícios
  • Relaxamento Natural: Promove a calma sem causar dependência química severa.
  • Melhoria da Qualidade do Sono: Auxilia num descanso mais profundo e reparador.
  • Segurança Cognitiva: Não afeta a memória ou a atenção durante o dia.
  • Controle Físico do Stress: Alivia sintomas físicos da ansiedade, como espasmos e palpitações.
  • Versatilidade: Pode ser usado em diversas formas farmacêuticas (cápsulas, gotas, infusões).
Mecanismo de Ação

A Passiflora incarnata atua diretamente no Sistema Nervoso Central (SNC) através da ação sinérgica dos seus constituintes, com destaque para os flavonoides (como a vitexina) e os alcaloides. O seu mecanismo de ação principal baseia-se na modulação da neurotransmissão, promovendo um efeito sedativo e ansiolítico que reduz a hiperexcitabilidade e a atividade locomotora do indivíduo.

Diferente de muitos medicamentos sintéticos, a Passiflora consegue induzir um estado de relaxamento e prolongar o tempo de sono sem comprometer as funções cognitivas ou prejudicar o desempenho nas atividades quotidianas. Além da sua atuação cerebral, o ativo possui propriedades espasmolíticas, que ajudam a relaxar a musculatura lisa e aliviar tensões físicas, e apresenta efeitos benéficos no sistema cardiovascular, auxiliando no controlo da pressão arterial e de arritmias cardíacas de origem nervosa. Em suma, ela reequilibra o organismo, suavizando tanto os sintomas psicológicos quanto as manifestações físicas do stress e da ansiedade.

Posologia
  • Extrato Seco Padronizado (2% a 3%): 600 mg, administrados 2 vezes ao dia.

  • Crianças (> 12 anos): 600 mg, 2 vezes ao dia.

Contraindicação

Gestantes, lactantes e crianças: A indicação deve ser criteriosamente avaliada por um profissional de saúde.

Interações Medicamentosas

A associação com Piper methysticum (Kava-kava) mostrou-se superior ao uso isolado de cada planta individualmente.

Referências Bibliográficas
  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos. Farmacopeia
  2. ALONSO, J. Tratado de Fitofármacos Y Nutracéuticos. 1a ed.; Rosario. Argentina. 2004. Brasileira. 2a  Edição. Brasília. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br.
  3. BARNES, J.; ANDERSON, L. A.; PHILLIPSON, J. D. Fitoterápicos. 3ed. Porto Alegre, 2012.
  4. FONSECA, L. R. da et al. Desenvolvimento de solução oral a base de Passiflora incarnata. 2013.
  5. GOSMANN, G. et al. Composição química e aspectos farmacológicos de espécies de Passiflora L. (Passifloraceae). Revista Brasileira de Biociências, v. 9, n.S1, 2011.
  6. LORENZI, H.; MATOS, F.J. A.; Plantas medicinais no Brasil Nativas e exóticas. 2ed. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2008.

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